29.6.10

Reencontro (ou mero desabafo)


Ouvindo:Cheirando a amorÂngela Rô Rô
Já pus de lado o tormentoDe um mundo atento a não perdoarAmantes sem fingimentosDelirantes formas de amar
Quero cheirar a amorQuero exalar suorPro dia que você forFicar com seu melhor
Amor apertadoTrancada com medo da ruaSe isso é pecado me punaA culpa de amar livre e nua
Que preconceito baratoQue o cão caça o gatoMe morde e me desafiaSó meu olhar lhe arrepia





Porque neste jogo de não jogar eu indaguei o óbvio e atingi o ilusório. Imaginei regras que jamais foram ditadas e me enrolei em minha própria arbitragem. Fui pivô de uma tormenta que a minha carência alimenta.

Julguei ter te jogado no limbo e me enganei: mantive você sempre por perto – no meu orgulho ferido, na minha frágil libido, no meu grito contido, no meu desejo escondido, no meu gozo fingido.
Agora tudo parece mais claro. Seis meses se passaram até o nosso reencontro. E me pergunto se ainda há tempo de, enfim, te propor um jogo (aberto): não quero ser apenas mais um amigo. Fica comigo?

Um comentário:

hpaulista disse...

que lindo isso!!!!!